Eu sei que eles existem. Eles aparecem de vez em quando para me lembrar de que não vivo no automático. Afinal, estou vivendo por algum propósito. Certo? (?)
Mas o que me aborrece é essa insistência maluca de querer sofrer por algo que não aconteceu. Minha ansiedade não é facilmente curada por tabletes de chocolate, vidrinhos de Walnut ou de sessões de relaxamento.
Acho que é difícil dizer ao cérebro: "ei, para de pensar nisso, por favor! minha cabeça dói!"
E mesmo assim, fico feliz quando o dia passa correndo feito um doido e no final eu lembro: "nossa, nem pensei nisso hoje". Mas aí, tarde demais (ufa), pensei.
E mais difícil que isso tudo é acompanhar o ritmo dos outros. Entender o que os outros querem e precisam. Tá legal, eu sei que eu tenho um certo de empatia "grande" com as pessoas. Sei quando estão bravas, tristes, alegres, enfim. Tenho um dom para esta área.
Só que quando você cria sentimentos por estas pessoas, a empatia vai sumindo. Você enxerga mais os seus sentimentos que dos outros. Ah, eu odeio isso.
Bom, mas é isso. Acho que eu precisava descarregar um pouco dessa minha verborragia.
Fiquei tantos dias doentes e de cama que fiquei neurótica. Não tô lidando comigo mesma.
Já podemos pular para 2016?
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