Não existe
nada pior para um escritor do que perder a força nas palavras. Rabiscá-las e não ter sentido algum. Sentar em frente ao computador e ficar
olhando a tela, vazia. Pegar uma caneta qualquer e descobrir que todas as
letras e significados perderam seu valor.
“Será que um dia eu volto ao normal? Será que eu vou conseguir escrever de novo?” São tantas perguntas e tantas frustrações que o medo se faz presente. Medo de perder a autenticidade. De perder o amor pela escrita. De perder uma das melhores sensações do mundo: vomitar palavras em poucos segundos.
Mas, se não
for tarde demais, se o escritor vencer o medo e criar coragem de pegar pelo
menos um lápis na mão, ah, ele há de escrever. E mesmo se
ele não se fizer entendido, se um leitor abandonar a escrita e deixar o texto
de lado, mesmo se ele não enfeitiçar quem estiver lendo e se essa pessoa
simplesmente não gostar do que está escrito: não tem problema. O escritor
ficará no máximo magoado. Vai chorar se for muito sentimental, mas ele deve
entender que nem todos sabem ler de verdade. Porque quem lê de verdade, lê com
a alma. Guarda na mente o que há de mais precioso. Decora. E lembra.
Se não
lembrar, paciência.
Próximo
texto.
p.s.: este texto não possui nenhuma analogia ao amor ou algo parecido. Se você entendeu isso, precisa ler de novo. Talvez seja isso mesmo. Ou não.
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